Retribution: Perguntas & Respostas ao…
Retribution: Perguntas & Respostas ao Criador
Nome: John Garvin Posição na Sony Bend: Director Criativo O Jogo História e personagens: 1. O franchise de Resistance vê…
Retribution: Perguntas & Respostas ao Criador
Retribution: Perguntas & Respostas ao Criador
Nome: John Garvin
Posição na Sony Bend: Director Criativo

O Jogo
História e personagens:

1. O franchise de Resistance vê a história da humanidade mudar com a ascensão dos Quimerianos. Onde se situa o Resistance: Retribution na cronologia da história paralela?
Retribution começa na sequência de Resistance: Fall of Man. Os Quimerianos acabaram de ser derrotados na Inglaterra, e quando a nação começa a avaliar a sua força militar, enfrentam um novo dilema. Durante a guerra Quimeriana surgiu um herói, mas este soldado é também culpado de deserção militar, o que de acordo com a lei é considerado um crime de traição. Em tempo de guerra, isto significa que o herói tem de ser executado, como forma de enviar a mensagem a outros.

2. Quem é James Grayson?
Grayson é a última pessoa de quem se espera ser capaz de salvar o mundo, incluindo o próprio Grayson. Embora o exército Britânico esteja no seu sangue há gerações, James rebelou-se contra esta profissão de família e encontrou um novo lar e família junto de um gangue nas ruas de Londres. A sua nova vida ensinou-o a sobreviver lutando sujo, o que o preparou para enfrentar os Quimerianos. Grayson é um homem da sua época; ele fuma, bebe, vê as mulheres como objectos, e odeia os Franceses.

3. Pode contar-nos mais sobre os locais onde a batalha vai decorrer?
Os Quimerianos encontram-se na Europa há dois anos, transformando o continente num local de habitação e de preparação para a invasão do resto do mundo. A linha da costa Atlântica foi reforçada com centenas de baterias de artilharia antiaérea, cada uma do tamanho de um estádio de futebol. O rio Reno foi desviado para instalações de conversão massiva por baixo da cidade fantasma de Bona, na Alemanha. A zona rural foi escavada por retro-escavadoras e convertida num estaleiro onde aeronaves massivas estão a ser construídas (as mesmas naves utilizadas para invadir a América em Resistance 2). Os poucos milhares de sobreviventes humanos juntaram-se num castelo fortificado no Luxemburgo. As catacumbas de Paris foram infestadas com os Cloven. Na cidade de Paris, coberta de neve, os Quimerianos ergueram uma torre que faz a Torre Eiffel parecer minúscula.

4. Que novos inimigos existem?
Retribution apresenta uma linha de Quimerianos femininos que possuem versões altamente evoluídas das capacidades telepáticas encontradas nos Anjos. Os jogadores também se vão deparar com os enigmáticos Cloven, os Keyzer Sozes do universo Resistance.

5. Quais são as características principais destes novos inimigos os Cloven?
Os Cloven são soldados Russos que foram infectados com a versão anterior do vírus Quimeriano que infectou Nathan Hale. Fisicamente inalterados, os soldados sofreram pressões psicológicas, que eventualmente, os levaram à loucura, desfigurando-se horrivelmente. Os Cloven vivem e lutam em pequenos grupos, e parecem funcionar como parte de uma mentalidade de colmeia. Quando membros desta colmeia são mortos, o grupo inteiro torna-se menos eficaz e a loucura aumenta entre os sobreviventes, transformando-os em lutadores primitivos e selvagens.

6. Como evoluirá Grayson ao longo do jogo?
Resistance Retribution começa com Grayson completamente desonrado. Ele matou o próprio irmão, foi-lhe retirada a patente e foi sentenciado à morte por deserção militar. Para piorar a situação, a sua sentença é comutada com a condição de ele ser expulso da Inglaterra para combater ao lado dos Maquis, um grupo da resistência Francesa. Sem um país ou razão para viver, Grayson não tem nada pelo qual lutar. A história de Retribution mostra em pormenor a viagem de Grayson pela Europa enquanto procura a satisfação no massacre de milhares de Quimerianos. O seu derradeiro teste surge quando o destino dos refugiados Europeus se encontra nas suas mãos, e ele tem de escolher entre procurar a vingança ou salvar a humanidade.


Jogabilidade
7. Quais são as diferenças principais quando se joga um título Resistance na PSP em oposição à PS3? Como diferem os controlos específicos?
A primeira coisa em que vão reparar é que Resistance: Retribution é um jogo completamente novo, não é apenas uma continuação de R2. Tudo foi construído de raiz para este título. Quando chegámos aos controlos, dedicámos muito tempo a definir como poderíamos manter o combate intenso e ao mesmo tempo torná-lo acessível a todos os jogadores, uma vez que a mira seria feita sem dois manípulos analógicos. No fim acabámos por criar um sistema de apoio à mira que permite aos jogadores entrarem facilmente em batalhas de fogo intenso sem terem que se esforçar muito para fazerem mira com os botões da PSP.

8. O que é que os fãs de jogos de tiro vão adorar mais neste jogo?
Acho que vão adorar a incrível quantidade de tiroteio frenético. Como mencionei anteriormente, o nosso objectivo era manter o combate intenso e, como é claro, nenhum jogo de tiros estaria completo sem um arsenal de armas ao dispor do jogador. Há mais de 14 armas únicas que os jogadores podem encontrar e desbloquear ao longo do jogo.

9. Saber abrigar-se é um elemento importante da jogabilidade, o que faz relembrar os títulos de Syphon Filter. Existem outras características de Syphon Filter que os jogadores vão reconhecer?
Na verdade, a acção de te abrigares foi simplificada neste título. Em vez de ser necessário o jogador carregar num botão para se abrigar, a única coisa que é preciso fazer é estar perto de qualquer objecto de cobertura válido e o jogador irá automaticamente ficar abrigado enquanto a ameaça inimiga estiver presente. Em relação a outras características de Syphon Filter, a forma como o jogador navega pelo mundo, seja a escalar, a saltar ou a rastejar, será reconhecida por quem já jogou Syphon Filter na PSP.

10. Que tipo de armas novas vamos ter para combater os Quimerianos?
Para listar algumas, nós criámos uma versão modificada de Bullseye a que chamamos BM001 Razor. A função principal é semelhante ao Bullseye mas a sua função alternativa permite-te carregar a arma de forma a disparar um raio de energia que é capaz de seguir e matar alvos múltiplos com um único disparo. É muito útil quando as coisas começam a aquecer. Há outra arma que criámos de raiz, chamada Longbow 1S-1K. Esta arma funciona como um canhão eléctrico, capaz de matar alvos múltiplos de um só vez se a tua mira e arma estiverem correctamente carregadas.

11. Fale-nos um pouco sobre o modo Infectado e o modo Plus PSP…
O modo Infectado, efectuado através da Conexão Resistance, é um componente que oferece bastante ao jogador e ajuda a aumentar a experiência do jogo. Uma funcionalidade que é activada ao infectares a tua PSP com o R2 é a capacidade de jogar com o comando sem fios DUALSHOCK 3 para quem anseia verdadeiramente pela experiência do clássico jogo de tiros com manípulos analógicos. Outra funcionalidade afecta o jogo do ponto de vista da jogabilidade e da história, infectando o Grayson com o vírus Quimeriano dando-lhe assim a capacidade de se regenerar e a capacidade de aceder a Informação Infectada que proporciona uma maior percepção do universo Resistance.

12. Como será a experiência multijigador com oito jogadores? Como é que funciona?
Será uma experiência global bastante poderosa, dada a quantidade de conteúdo que temos para um jogo da PSP. A componente online do jogo suporta um total de 8 jogadores com jogos de equipa de 4 para 4. Existem 5 mapas, e cada um pode ser jogado utilizando um dos 5 tipos de jogos, incluindo os bem conhecidos modos como Jogos Livres para Todos, Combate mortal de equipa, e Capturar a Bandeira. Também temos Contenção, que é emprestado do R1, e Assimilation (Assimilação), que é a nossa versão do sempre tão popular modo Zombie encontrado em muitos outros jogos.
O componente multijogador funciona com a jogabilidade Modo Ad Hoc e Modo de Infra-estrutura e também proporciona funcionalidades de comunidade como as classificações e o apoio a clãs.

Desenvolvimento

1. Resistance: Fall of Man e Resistance 2 têm sido dos jogos da PS3 mais bem recebidos com excelentes análises dos críticos. Está nervoso?
De maneira nenhuma. Sentimos que fazemos um trabalho incrível com os nossos dois últimos títulos de Syphon Filter para a PSP, como provam as críticas, e sentimos que fizemos um trabalho ainda melhor desta fez criando uma experiência aperfeiçoada para a PSP.

2. Que elementos dos títulos Resistance da PS3 foi importante implementar no Resistance: Retribution?
Os pontos-chave para nós foram os inimigos e as armas. Sabendo que iríamos ter jogadores que já estavam familiarizados com o Resistance, tínhamos a certeza que eles iriam ter expectativas que nós tínhamos de satisfazer.

3. Construíram Resistance: Retribution de raiz para a PSP. Foi um desafio recriar o ambiente e sentimento que tornou esta série tão famosa?
Foi um desafio, dadas as limitações óbvias que a PSP tem, quando comparada com a PS3. A quantidade de detalhes e verde necessários para recriar fielmente a arquitectura Quimeriana, para criar aquele aspecto e sentimento encontrados nas versões da PS3 exigiu algumas repetições da nossa parte até acertarmos.

4. Qual foi o grau de proximidade com que colaboraram com a Insomniac neste jogo?
Trabalhámos em estreita parceria com a Insomniac, especialmente quando chegámos à parte de ligar os três jogos. O nosso jogo fornece informações adicionais ao jogador em relação a certos personagens e elementos da história que foram apresentados em R1 e R2. O objectivo desde do inicio era fazer com que o nosso jogo fosse uma ponte entre o R1 e o R2 e proporcionar uma saída para pegar em alguns dos aspectos desconhecidos a que a Insomniac fazia referência nos seus jogos.

5. Resistance sobressai por causa da sua história por detrás da história principal. Quem desenvolveu a história para este título?
O nosso Director Criativo, John Garvin e o nosso Designer Principal, Jeff Ross trabalharam ambos na criação da história por detrás da história principal e nos diálogos para todo o jogo.

6. O que é que os títulos de Syphon Filter que desenvolveram, vos ensinaram sobre criar jogos de tiro para a PSP?
O que os títulos de Syphon Filter nos ensinaram, foi a importância de continuar sempre a inovar, apesar da excelente crítica que jogas anteriores possam ter recebido. Embora os nossos controlos para ambos os títulos de Syphon Filter tenham sido bem recebidos, sentimos que ainda poderíamos fazer melhoramentos para tornar o jogo ainda mais acessível, daí surge a criação do apoio à mira e a introdução do auto-abrigo. Tudo o que se possa fazer para simplificar o jogo, é bom.

7. Que oportunidades proporcionou a plataforma PSP? Houve alguns desafios?
Um benefício, mais do que uma oportunidade, que a plataforma PSP proporcionou foi a capacidade de criar um jogo com uma equipa muito mais pequena. Isto permite um ambiente muito mais simpático, mesmo durante aquelas longas noites de trabalho.

8. Este é o primeiro jogo da PSP que inclui a funcionalidade de linha cruzada. O que tinham para trabalhar? Desenvolveram a maior parte? Como é que funciona?
No início só tínhamos a nossa imaginação, uma vez que a função linha cruzada não estava definida nem agendada para ser implementada no início do projecto, Por isso, de certa forma, a nossa equipa pôde desenvolver e ditar o que a linha cruzada iria ser. Linha cruzada permite-te "infectar" a tua cópia de Resistance: Retribution via um cabo USB ligado da tua PSP à tua PS3 enquanto corre o R2. A partir do menu principal de R2, seleccionas simplesmente a opção e estás pronto a desfrutar dos benefícios do modo Infectado mencionado anteriormente.

9. Quais são os jogos de tiro da PSP que vê a competir com o Resistance: Retribution?
Tendo em conta as funcionalidades e a experiência geral, estamos actualmente a competir com os nossos dois últimos títulos de Syphon Filter.

E finalmente...

1. Quem ganharia um combate a solo (armado ou desarmado) – James Grayson ou Nathan Hale?
Vou ter que optar pelo Nathan Hale nesta questão. Sem querer revelar demasiado, vou só dizer que no final de R2 o Nathan é realmente uma força a ter em conta.